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O homem que inventou Fidel
Autor: Anthony DePalma
Editora: Companhia das Letras
Colaboradores: PEDRO MAIA SOARES
Avaliação:
R$ 10,00 á vista
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Fora de estoqueCódigo: 9788535909210
Categoria: Política
Descrição Saiba mais informações
No começo de 1957, Cuba estava sob rígida censura e a ditadura de Fulgencio Batista afirmava que Fidel morrera, liderando os 82 revolucionários que participaram da desastrada invasão do leste da ilha. Coube a Herbert Matthews, editorialista do New York Times, veterano e respeitado correspondente de muitas guerras, romper a censura e, com uma entrevista bombástica, revelar aos públicos norte-americano e cubano que Fidel estava vivo e organizava uma guerrilha na Sierra Maestra. Mais do que isso, Matthews escreveu que Fidel era "um homem de ideais, de coragem e de notáveis qualidades de liderança", e concluiu que seu movimento era "radical, democrático e, portanto, anticomunista".
Os artigos publicados no Times conquistaram o apoio da opinião pública americana para Fidel, o que teria pressionado o governo de Dwight Eisenhower a suspender a ajuda militar a Batista e, em última análise, causado sua queda. E quando Fidel se revelou cada vez mais esquerdista e, finalmente, marxista-leninista, Matthews, mesmo acusado de ter "inventado" Fidel, nunca deixou de julgar equivocada a política externa americana em relação a Cuba, como também continuou obstinadamente afirmando que o líder cubano não era comunista antes de chegar ao poder. E assim arruinou sua reputação de 45 anos de jornalismo, perdeu a credibilidade dentro do próprio Times, tornou-se um bode expiatório e foi taxado de inocente útil e até de traidor da pátria.
Ao narrar a história sombria desse jornalista corajoso, Anthony DePalma traça o panorama de uma época que vai do romantismo da Guerra Civil Espanhola, na qual Matthews cobriu o lado dos republicanos, à paranóia dos tempos da Guerra Fria, em que ele foi investigado por comissões macartistas do Senado, vigiado pelo FBI e ameaçado de morte por exilados cubanos. E esses fatos históricos servem para propor questões fundamentais sobre o poder da imprensa, suas relações complexas com a política, sobre os limites da objetividade jornalística.
| Acabamento | brochura |
|---|---|
| Páginas | 400 |
| Formato | 21 x 14 x 2.2 |
| Lombada | 2.2 |
| Altura | 2.1 |
| Largura | 14 |
| Comprimento | 21 |
| Data de publicação | 24/11/2006 |
| 1 | |
| Código de Barras | 9788535909210 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | BIO000000 |
| Classificações THEMA | DNB |
| Idioma | por |
| Peso | 0.503 |
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