Site 100%Seguro

    0
  • Thumbnail 1
o Santo, o Paladino e As Aventuras De Farra Do Pança

o Santo, o Paladino e As Aventuras De Farra Do Pança

Avaliação:
R$ 60,00 á vista

Em até 4 de 15.00 s/juros

Fora de estoque
Código: 9788571052741
Categoria: Romances
Compartilhe:

Descrição Saiba mais informações

MACONDO É AQUI Este livro, com fortes aromas da prosa de García Márquez, nos apresenta a questão curiosa da temporalidade. Isto se dá por meio da criação de um lugar intransponível, onde suas personagens conversam parecendo não se abater pelos ruí dos urbanos que tanto silenciam nosso espírito. O autor, que também me é um amigo caríssimo, parece sacar as pequenezas da existência e nos apontar que existe significado nos simples atos da vida. O que quero dizer é que se deitar sob uma árvore, comer uma fruta, cumprimentar o vizinho, em O santo, o paladino e as aventuras de farras e panças é um ato filosófico spinoziano, uma prosa de total imanência em que tudo acontece no exato momento em que acontece. Corolário urobórico: o que acontece, acontece. Schleiden acerta “no nervo” ao nos apontar uma narrativa em que a simplicidade vale ouro e jamais existe atraso, estresse, compromissos encavalados e noites mal dormidas. A fantasia faz com que respiremos e esqueçamos que vivemos exaustos, correndo e dopados. Me lembro de Theodor Adorno quando se perguntava se existiria poesia após Auschwitz. Depois da tragédia. Depois do progresso. Depois da terra arrasada. Depois do capitalismo tardio. Depois do fracasso do iluminismo. Não sei se há poesia após Auschwitz, nem narrativa possível. Mas, me recordo do poema de W. G. Sebald, em que ele diz que o legado a ser deixado para as gerações vindouras é que possamos aprender a dançar no escuro. Não aprendemos: seguimos chutando as canelas uns dos outros em silêncios incompreensíveis e gritos excludentes. No mais, se, como nos ensina Roberto Bolaño, em um milênio não restará nada do que se produziu neste século, para nosso assombro e in diferença, penso que o texto de Schleiden é excelente companhia enquanto caminhamos em direção à obsolescência inescapável. Uma boa narrativa para se ter nos bolsos enquanto vemos o réquiem de uma terra malsã. O que quero dizer é que a vida é de um horror insondável e essa prosa nos leva a lembrar dos Buendía e suas jornadas obsoletas. Os borroanenses me lembram de como Aureliano Buendía ficou atônito ao conhecer o gelo e me fazem esquecer que tudo está marchando e voltando à esgarçada solidão cósmica, como diz Victor Heringer. No mais, a máxima dessa produção pode ser resumida pela seguinte frase: Macondo é aqui! Que a exemplo de lá, passemos a morrer de mortes mais bonitas do que as que já temos nas terras moribundas daqui.
AcabamentoBrochura
Páginas132
Data de publicação28/03/2026
Formato14x19,5 cm
Lombada0.9
Altura0.9
Largura14
Comprimento19.5
Loading...


Midias Sociais

Categoria

    Conteúdo

    Fale Conosco

    ATENDIMENTO AO CLIENTE

    TELEFONE


    E-MAIL


    Midias Sociais

    © 2026 | , - - CNPJ: Todos os direitos reservados.
    Esse site é protegido por reCAPTCHA e a Política de Privacidade e Termos de Serviço do Google se aplicam.
    Desenvolvido porKonekta
    Meu carrinho×
    Seu carrinho está vazioNavegue pelas categorias de livros e adicione os títulos desejados ao seu carrinho de compras.